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O que mudou nas normas de proteção contra incêndio em plantas industriais e o que o mercado ainda não absorveu?

Em um contexto marcado por exigências regulatórias cada vez mais rigorosas, a proteção contra incêndio em plantas industriais deixou de ser um item de checklist para se tornar uma disciplina de projeto com impacto direto na concepção arquitetural, estrutural e de sistemas. A Red Tech Empreendimentos, empresa especializada em soluções de engenharia, gestão de empreendimentos e projetos turnkey, observa que as atualizações normativas dos últimos anos ainda não foram plenamente absorvidas pelo mercado, e que essa lacuna se traduz em projetos entregues com pendências que só aparecem na vistoria do corpo de bombeiros. 

Neste artigo, você vai entender o que mudou, o que o mercado ainda ignora e o que o projeto precisa contemplar para garantir conformidade desde a concepção. Leia até o fim para saber mais!

O que as atualizações normativas mudaram na prática do projeto?

A proteção contra incêndio em edificações industriais no Brasil é regulada por normas técnicas da ABNT e por instruções técnicas dos corpos de bombeiros estaduais, que variam entre estados e são atualizadas com frequência irregular. Essa combinação de fontes cria um cenário em que o projetista precisa acompanhar simultaneamente a norma federal, a instrução técnica do estado onde a planta será construída e as exigências específicas do tipo de ocupação e do risco envolvido.

Nos últimos anos, as atualizações mais relevantes concentraram-se em três frentes: o dimensionamento de sistemas de chuveiros automáticos para ocupações de alto risco, os requisitos de compartimentação em galpões industriais de grande área e as exigências de rotas de fuga em plantas com processo contínuo. Conforme indica a Red Tech, cada uma dessas frentes impacta decisões que precisam ser tomadas antes do projeto estrutural ser definido, e não depois.

Compartimentação, rotas de fuga e o impacto no layout produtivo

A compartimentação horizontal e vertical é um dos pontos em que mais surgem incompatibilidades entre o projeto de proteção contra incêndio e o projeto arquitetônico em obras industriais. Isso porque definir barreiras corta-fogo, portas corta-fogo e vedações de passagens de utilidades entre compartimentos exige coordenação entre disciplinas que, em muitos projetos, ainda trabalham de forma sequencial e não simultânea.

Rotas de fuga em plantas industriais com processo contínuo apresentam um desafio adicional: o layout produtivo raramente é concebido com a evacuação como critério. Com efeito, corredores bloqueados por equipamentos, saídas de emergência obstruídas por armazenamento temporário e distâncias de percurso que ultrapassam os limites normativos são ocorrências frequentes em vistorias de plantas que nunca passaram por uma análise integrada entre projeto de incêndio e projeto de layout.

Red Tech Empreendimentos Ltda
Red Tech Empreendimentos Ltda

Segundo a Red Tech Empreendimentos, a solução para esse tipo de incompatibilidade não está na correção posterior, mas na integração do projeto de proteção contra incêndio ao processo de desenvolvimento do layout desde as fases iniciais do empreendimento.

Sistemas de supressão em ambientes com riscos especiais

Plantas farmacêuticas, químicas e de processo envolvem riscos de incêndio que não são adequadamente cobertos por sistemas convencionais de chuveiros automáticos com água. Isso porque solventes, gases inflamáveis, pós combustíveis e substâncias reativas exigem agentes supressores específicos, sistemas de detecção com tempo de resposta reduzido e projetos que considerem a interação entre o agente extintor e o processo produtivo.

Em ambientes controlados, a aplicação de agentes gasosos de supressão precisa ser compatibilizada com os sistemas de pressurização e ventilação da sala, sob pena de comprometer tanto a eficácia do sistema de combate quanto a integridade do ambiente controlado. Na concepção da Red Tech, esse tipo de compatibilização é parte do escopo de engenharia integrada, não uma responsabilidade isolada do projetista de incêndio.

O que o projeto precisa resolver antes da aprovação no corpo de bombeiros?

A aprovação do projeto de proteção contra incêndio no corpo de bombeiros é uma etapa que condiciona o alvará de construção e, posteriormente, o habite-se ou o licenciamento de operação. Na prática, projetos que chegam a essa etapa com inconsistências técnicas geram solicitações de complementação, revisões de projeto e atrasos no cronograma, que têm custo direto e mensurável.

Com mais de 14 anos de atuação em empreendimentos industriais de alta complexidade, a Red Tech Empreendimentos incorpora o projeto de proteção contra incêndio como disciplina integrada ao desenvolvimento do empreendimento. Nesse sentido, antecipar as exigências normativas, compatibilizar os sistemas com as demais disciplinas e garantir que o projeto chegue à aprovação sem pendências técnicas são práticas que reduzem prazo, custo e risco regulatório.

 

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