Como comenta Alexandre Costa Pedrosa, o autismo costuma gerar dúvidas frequentes, sobretudo quando seus sinais aparecem de forma semelhante a outros transtornos do neurodesenvolvimento. Uma das confusões mais comuns ocorrem em relação ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), já que ambos podem envolver dificuldades comportamentais, sociais e de atenção.
Isto posto, entender essas diferenças é fundamental para evitar diagnósticos equivocados e garantir intervenções mais adequadas desde cedo. Ao longo deste artigo, você vai compreender onde esses transtornos se aproximam, em que pontos se diferenciam e por que a avaliação criteriosa faz toda a diferença.
Autismo e TDAH: por que os sintomas se confundem?
O autismo e o TDAH compartilham algumas manifestações que podem confundir pais, educadores e até profissionais menos experientes. Dificuldade de concentração, impulsividade e problemas de interação social estão presentes, em maior ou menor grau, nos dois quadros. Isso faz com que muitas pessoas associem comportamentos semelhantes a uma única condição.
No entanto, a origem e a forma como esses sinais se expressam são diferentes. No autismo, as dificuldades sociais costumam estar ligadas à comunicação e à compreensão de normas sociais implícitas. Já no TDAH, a interação social é prejudicada, muitas vezes, pela impulsividade e pela desatenção, não pela falta de compreensão do outro, de acordo com Alexandre Costa Pedrosa.
Assim sendo, observar o padrão de comportamento ao longo do tempo é essencial. Pois, enquanto o TDAH apresenta variações conforme o ambiente e o nível de estímulo, o autismo tende a se manifestar de maneira mais constante, independente do contexto, conforme frisa Alexandre Costa Pedrosa.
Quais sinais são comuns entre autismo e TDAH?
Alguns comportamentos aparecem tanto no autismo quanto no TDAH, o que reforça a necessidade de uma análise cuidadosa. Esses sinais, isoladamente, não definem um diagnóstico, mas ajudam a entender por que a confusão é tão frequente:
- Dificuldade de atenção: tanto no autismo quanto no TDAH, a pessoa pode ter problemas para manter o foco em tarefas longas ou pouco estimulantes, especialmente em ambientes com muitos estímulos externos.
- Impulsividade comportamental: interrupções frequentes, dificuldade em esperar a vez e reações rápidas podem ocorrer nos dois quadros, embora por razões distintas.
- Desafios na interação social: isolamento, conflitos com colegas e dificuldades de adaptação a regras sociais podem ser observados em ambas as condições.
- Agitação ou inquietação: movimentos constantes, necessidade de se levantar com frequência e dificuldade em permanecer parado também são comportamentos compartilhados.

Após observar esses sinais, torna-se mais claro por que o diagnóstico diferencial é tão importante. A análise não deve se limitar ao “o que” a pessoa faz, mas ao “por que” esses comportamentos acontecem.
O papel da avaliação profissional no diagnóstico correto
Por fim, a distinção entre autismo e TDAH não deve ser feita com base apenas em observações pontuais. Segundo Alexandre Costa Pedrosa, avaliações superficiais aumentam o risco de diagnósticos incorretos, o que pode atrasar o suporte adequado e gerar frustrações desnecessárias.
Uma avaliação completa envolve entrevistas, observação clínica, aplicação de instrumentos específicos e análise do desenvolvimento ao longo do tempo. Conforme destaca Alexandre Costa Pedrosa, esse processo permite identificar se os sinais observados fazem parte de um transtorno específico ou se refletem características isoladas do comportamento. Além disso, é importante considerar que o autismo e o TDAH podem coexistir. Nesses casos, o acompanhamento deve ser ainda mais individualizado, respeitando as particularidades de cada pessoa e evitando abordagens genéricas.
Um entendimento claro garante decisões mais seguras
Em última análise, entender as diferenças entre autismo e TDAH é um passo essencial para decisões mais conscientes e eficazes. Pois, reconhecer os sinais, observar o contexto e buscar avaliação especializada contribuem para diagnósticos mais precisos e intervenções alinhadas às reais necessidades de cada pessoa.
Autor: Igor Kuznetsov



