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Solo Network amplia atuação e assume controle da Planeje para avançar em data centers

A Solo Network, integradora de tecnologia com sede em Curitiba (PR), anunciou a aquisição de 80% da Planeje, empresa especializada em engenharia, infraestrutura e construção de data centers. Divulgada em 1º de novembro de 2026, a operação marca a entrada mais direta da companhia na implantação física de ambientes de processamento e armazenamento de dados. O objetivo é oferecer projetos completos de pequeno e médio porte para clientes de diferentes regiões do Brasil.

Segundo a Exame, a primeira etapa da estratégia prevê aproximadamente R$ 10 milhões destinados ao capital de giro e à expansão comercial da Planeje. A partir de 2027, a Solo Network poderá disponibilizar até R$ 50 milhões adicionais ao longo de três anos, conforme o avanço da demanda e a contratação de novos empreendimentos. A empresa também estabeleceu como meta inicial dobrar a receita da Planeje em 2027.

Integração entre tecnologia e infraestrutura

A aquisição amplia a posição da Solo Network na cadeia de implantação de data centers. Até então, a companhia concentrava sua atuação em integração de tecnologia, serviços gerenciados, computação em nuvem, dados, inteligência artificial e cibersegurança. Com a participação majoritária na Planeje, o grupo passa a reunir competências ligadas à engenharia, à construção e à integração de sistemas críticos, aproximando a infraestrutura física das soluções digitais que já oferece ao mercado corporativo.

A estratégia também envolve a Envolve Ambientes Seguros, empresa que possui sócios em comum com a Solo Network e atua na fabricação de painéis, portas, salas seguras e estruturas modulares ou em contêineres. A divisão prevista para os projetos é complementar: a Planeje ficará ligada à engenharia, à construção e à integração; a Envolve contribuirá com a fabricação das estruturas; e a Solo Network acrescentará serviços de nuvem, software, dados e segurança cibernética.

Essa combinação foi testada em um projeto realizado para o Exército Brasileiro. De acordo com a Data Center Dynamics, a Planeje e a Envolve participaram da implantação de um data center modular no 3º Centro de Telemática de Área, em São Paulo. A estrutura foi desenvolvida para proteger informações críticas da defesa nacional e substituiu uma infraestrutura que já tinha mais de três décadas de uso.

Experiência anterior sustenta expansão nacional

No projeto do Exército, a Envolve instalou uma sala segura modular de 112 metros quadrados, com mecanismos de proteção contra incêndios, arrombamentos, jatos d’água e impactos físicos, além de blindagem eletromagnética. A Planeje respondeu pela integração de sistemas fundamentais para a operação contínua, como subestações de média e baixa tensão, climatização, geradores com autonomia de até 12 horas, no-breaks e mais de mil pontos de cabeamento estruturado em fibra óptica e cabos metálicos.

A experiência ajuda a explicar por que a Solo Network decidiu internalizar uma etapa adicional dos projetos de infraestrutura crítica. Em vez de atuar apenas na camada de tecnologia e serviços digitais, o grupo poderá participar desde a concepção física do ambiente até a implementação de recursos de computação, conectividade, armazenamento e proteção. Para os clientes, a proposta concentra em uma mesma estrutura diferentes fornecedores e disciplinas necessárias à construção ou modernização de um data center.

A Planeje manterá sua marca, equipe e estrutura operacional. Eduardo Silveira continuará responsável pelas áreas Comercial e de Operações, enquanto os 32 profissionais da empresa serão mantidos, conforme informado pela Exame. A administração financeira e administrativa será integrada à estrutura do grupo, que também planeja reforçar a equipe comercial para ampliar a prospecção de contratos em todo o território nacional.

Demanda por capacidade computacional cresce

O movimento ocorre em um mercado influenciado pela digitalização das empresas, pela expansão da computação em nuvem e pelo uso crescente de inteligência artificial. Esses fatores aumentam a necessidade de capacidade de processamento, armazenamento, conectividade e redundância. A demanda não se limita aos grandes provedores globais: órgãos públicos, cooperativas agroindustriais, indústrias e instituições de ensino também precisam construir ou atualizar ambientes próprios para hospedar sistemas e dados.

A Planeje estima faturar R$ 30 milhões em 2026 e projeta alcançar R$ 200 milhões em 2031 com o suporte comercial e financeiro do grupo. A Solo Network, por sua vez, encerrou 2025 com faturamento próximo de R$ 800 milhões e trabalha para se aproximar de R$ 1 bilhão em receita em 2026, segundo a Exame. A aquisição da Planeje integra esse plano de crescimento e amplia a exposição da companhia a serviços de maior valor agregado.

Fundada em 2002, a Solo Network reúne mais de 400 colaboradores, atende mais de 6 mil clientes e mantém equipes comerciais em 14 estados, de acordo com a reportagem. A empresa organiza sua atuação em frentes como infraestrutura e nuvem, dados e inteligência artificial, modernização, ambiente de trabalho corporativo e cibersegurança. Com a nova operação, pretende transformar essa base comercial e tecnológica em uma plataforma capaz de disputar projetos completos de data centers de pequeno e médio porte no Brasil.

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